Extinction Rebellion Brasil se une à luta global contra os ecocídios da indústria do esporte

Friday, October 16, 2020 by Extinction Rebellion

Photo of proposed racetrack

Imagem de: Movimento SOS Floresta do Camboatá (Facebook)

Contato: Pedro Cunha, Extinction Rebellion Brasil, sportsagainstecocides@protonmail.com

Fotos: Imagens da campanha nas redes sociais estão disponíveis aqui.

Rio de Janeiro, Brasil- Liderado por ambientalistas locais e jovens ativistas climáticos do Rio de Janeiro, o movimento para bloquear a construção de uma nova pista de corrida na Floresta de Camboatá, um dos últimos remanescentes de florestas tropicais originais na cidade mais emblemática do Brasil, está ganhando impulso global graças ao apoio da estrela britânica da F1 Lewis Hamilton e de vários membros de organizações juvenis de todo o mundo.

Estima-se que o hipódromo levaria à perda de até 180 mil das 200 mil árvores da Floresta de Camboatá. Mesmo que essas árvores fossem de fato reflorestadas em outras áreas, como prometido pelos autores do projeto, estudos mostram que haveria uma perda considerável de biodiversidade, bem como impactos ao bem-estar da comunidade local, situada em uma área pobre do Rio de Janeiro.

Desde a North American National Hockey League, que tem uma das maiores pegadas de carbono no esporte mundial, até o Rally Dakar, cujas estimativas são de produzir mais de 100 toneladas de resíduos em sua próxima corrida, o impacto da indústria esportiva global no planeta continua a ter um impacto devastador.

"Tivemos a FIFA e as Olimpíadas no Rio de Janeiro. Esses casos me mostraram como os mega-eventos esportivos, especialmente no mundo em desenvolvimento, podem trazer consigo uma mistura tóxica de corrupção, crimes ambientais e abusos dos direitos humanos. O mesmo aconteceu com a Rússia, em Sochi, a África do Sul com a FIFA e muitas outras cidades onde tais megaeventos foram realizados", disse Pedro Cunha, co-criador da campanha e membro do Extinction Rebellion.

O apoio de Lewis Hamilton à campanha veio em 8 de outubro, quando o múltiplo campeão de F1 declarou aos jornalistas: "Ouvi dizer que vai ser potencialmente uma corrida sustentável, mas a coisa mais sustentável que se pode fazer é não derrubar nenhuma árvore." Ele acrescentou: "Eu não acho que seja uma jogada inteligente. Há uma crise global com o desmatamento."

Logo após as observações de Lewis Hamilton, a campanha para salvar a Floresta de Camboatá ganhou ainda mais força nas mídias sociais, a medida que membros do movimento de sextas-feiras do clima para o futuro em pelo menos 20 países ajudaram a espalhar a hashtag #SportsAgainstEcocides.

"Seria absolutamente vergonhoso e maléfico se este projeto que cortará 180.000 árvores fosse aprovado, tudo por causa de um circuito de corridas que não beneficiará ninguém. Estamos em uma emergência planetária e climática, o ecocídio não pode mais fazer parte dos nossos planos. Isto não é apenas um crime para o meio ambiente, mas para as pessoas. Cada indústria deveria estar fazendo a sua parte para salvar o meio ambiente e enfrentar a crise climática. Eu acredito que F1 pode fazer melhor, F1 precisa fazer melhor.", disse Mitzi Jonelle Tan, da Youth Advocates for Climate Action Philippines

Foto: Mitzi Jonelle, Youth Advocates for Climate Action Philippines

Esta hashtag foi criada pela Extinction Rebellion Brasil e pela Fridays for Future Rio de Janeiro como um apelo para que indivíduos e organizações em qualquer lugar do mundo se unam à luta pela conservação no Brasil. É também uma forma de mostrar apoio global aos ativistas que resistem às políticas destrutivas do governo Bolsonaro e do governo do Estado do Rio de Janeiro.

Qualquer pessoa pode apoiar a campanha nas mídias sociais para salvar a Floresta de Camboatá, compartilhando uma foto de si mesma segurando um banner com a hashtag: #SportsAgainstEcocides.


Sobre a Rebellion

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